quinta-feira, março 01, 2012

Muito do tempo escasso ainda escorre pelas ruas; porém, você escuta o mais alto sondar. Seguem-no, mas não descobriu o motivo; está tudo escondido nas unhas, esgravetadas de terra; lama e o asco lhe vêem ao nariz. Necessita vomitar, esse engulho não vai passar, o corpo começa a se decompor, não sabe onde pode correr e o que se pode fazer. Tolo, deixou a pá em casa, se pudesse continuar a remexer a terra como outrora. Quanta felicidade passou nessas terras e agora enterrando, enterrando o seu passando e condenando o seu futuro.

sábado, setembro 12, 2009

Noite a fora o meu bem ainda mais se aprimora. Queria poder falar tudo que sinto, o meu peito desmancha-se em querer; o meu desejo recrudesce. Quero lhe temer e vencer.

quinta-feira, setembro 10, 2009

E como todo o dia era do sacríficio, dessa vez mudou; sentou-se na cama, fechou os olhos e pensou naquele amor que lhe arrebataria. Sem muito esforço estava entorpecido e no ar um cheiro doce, o cheiro que outrora lhe enchia o peito e deixava-o extasiado. Como poderia ser mais forte, seu sentimento era agudo, seu conhecimento muito diminuto. Achava-se tacanho, era um sujeito para bater em concreto. Tinha o descrédito de toda a família e um bem certo não conhecia. Várias virtudes, mas nada eminente. Gostaria de um dia, um dia de alegria plena, onde repousaria. Nada de asilos estranhos.;/.,mjnhghjklç

quinta-feira, agosto 13, 2009

E hoje, o que realmente lhe asquece o peito e lhe faz pular de alegria? O que as pessoas denotam que lhe deixa com o ar tão agradável e a vida tão deleitosa? Todos os dias as pessoas procuram a melhor ilusão para satisfazer seu contetamento. Iludem-se de várias formas; algumas compram roupas vistosas; alguns se afundam na ganância; outros bebem, embriagam-se para esquecer ou apenas contar mais histórias. É um jogo soberbo viver de insídias, as pessoas se fecham na sua ilusão e criam seus próprios mundos e mais, alguns até conseguem ser felizes! Alguns se casam, acham um amor, têm filhos, saem para passear nos finais de semana. Outros preferem o casulo, criam a sua crisálida perene e contentam-se muito em respirar; apanham flores na rua para sua amante, regozijam-se com uma flor a nascer na calçada agreste e mais, eles riem, riem de estar isolados. Todos, a ilusão, de forma verdadeira, a ilusão.

quarta-feira, junho 24, 2009

Sempre lidei com contradições. É difícil ser uma escolha sensata num lugar donde almas absortas procuram a derradeira réstia de sol. Vaguei como um tipo mofino de valdevino; nas noites escuras inqueria uma luz, vislumbrava um sorriso cativo. Enganos que minha alma relutava para serem uma solução. Nunca pediram uma resposta, contudo, minhas perguntas eram abstratas e o significado ficava comigo, e assim, nesse asilo chinfrim medrava um ser cheio de sentimentos. Ainda ri em excesso, gosta de demonstrar zelo pela alegria, mas na suas entranhas existem confissões enxovalhadas de torpezas.

sábado, junho 13, 2009

O homem estulto encontra-se teso na frente da dama do donaire demasiado. Desistiu semana passada, porém, inflama-se com qualquer palavra de alento; para ele o carinho não é necessário, apenas palavras, satisfeito com literaturas ordinárias, sua mente biltre acostumou-se em ter...

domingo, junho 07, 2009

Necessitava de um engano, e assim, medrou do seu corpo delgado e desengoçado mil aventuras a serem vividas. Ria em excesso, ria de tudo. Besta, deixou-se levar pelas pilhérias alheias e hoje encontra-se no asilo funesto. Estúrdio, deveria ter notado os olhos que desgringolavam compaixão, olhos pueris e voz nasalada. Ah, se tivesse uma chance de abraçar os seus olhos e navegar no seu amor. A noite permanece bela e seus olhos mel me pulham. Por que ainda me atormenta? Era necessário um mártire maior e eu, o comteptor que outrora fazia papel do viril predominante, rebaxei-me. Não trocara em palavra, o motivo ínfimo e a culpa permanecem comigo. O silêncio ainda nos faz amantes.

Escolheu uma redoma
Nunca mais sentiria.
E agora, preso e sorrindo,
Mostraria o motivo:
O amor do desprezo.

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Preso numa viga imensa
Gritava, clamava o motivo,
Estava enleado àquilo tudo.
Não decifrava, chorava à esmo.

Porque agora o humilhavam?
Se antes sorria e não sentia,
Antes o mundo era bom
Ninguém lhe mogoava.

O coração deflorado pela menina mordaz,
A vida esvaida em ruas vulgares,
Os bares a despejarem embriagados amáveis

O rumo indefinível do rapaz macilento
É o desejo tépido de um ser nojento,
Insisto e meu instinto esmorece.

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