quarta-feira, junho 24, 2009

Sempre lidei com contradições. É difícil ser uma escolha sensata num lugar donde almas absortas procuram a derradeira réstia de sol. Vaguei como um tipo mofino de valdevino; nas noites escuras inqueria uma luz, vislumbrava um sorriso cativo. Enganos que minha alma relutava para serem uma solução. Nunca pediram uma resposta, contudo, minhas perguntas eram abstratas e o significado ficava comigo, e assim, nesse asilo chinfrim medrava um ser cheio de sentimentos. Ainda ri em excesso, gosta de demonstrar zelo pela alegria, mas na suas entranhas existem confissões enxovalhadas de torpezas.

sábado, junho 13, 2009

O homem estulto encontra-se teso na frente da dama do donaire demasiado. Desistiu semana passada, porém, inflama-se com qualquer palavra de alento; para ele o carinho não é necessário, apenas palavras, satisfeito com literaturas ordinárias, sua mente biltre acostumou-se em ter...

domingo, junho 07, 2009

Necessitava de um engano, e assim, medrou do seu corpo delgado e desengoçado mil aventuras a serem vividas. Ria em excesso, ria de tudo. Besta, deixou-se levar pelas pilhérias alheias e hoje encontra-se no asilo funesto. Estúrdio, deveria ter notado os olhos que desgringolavam compaixão, olhos pueris e voz nasalada. Ah, se tivesse uma chance de abraçar os seus olhos e navegar no seu amor. A noite permanece bela e seus olhos mel me pulham. Por que ainda me atormenta? Era necessário um mártire maior e eu, o comteptor que outrora fazia papel do viril predominante, rebaxei-me. Não trocara em palavra, o motivo ínfimo e a culpa permanecem comigo. O silêncio ainda nos faz amantes.

Escolheu uma redoma
Nunca mais sentiria.
E agora, preso e sorrindo,
Mostraria o motivo:
O amor do desprezo.

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Preso numa viga imensa
Gritava, clamava o motivo,
Estava enleado àquilo tudo.
Não decifrava, chorava à esmo.

Porque agora o humilhavam?
Se antes sorria e não sentia,
Antes o mundo era bom
Ninguém lhe mogoava.

O coração deflorado pela menina mordaz,
A vida esvaida em ruas vulgares,
Os bares a despejarem embriagados amáveis

O rumo indefinível do rapaz macilento
É o desejo tépido de um ser nojento,
Insisto e meu instinto esmorece.

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